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A influência dos Nodos Lunares no mapa astral

O que são e como funcionam os Nodos no mapa astral


“O que somos é um presente que a vida nos dá.

O que seremos é um presente que daremos à vida.”

Herbert de Souza, o Betinho

Assim como Lilith e Parte da Fortuna, os Nodos Lunares não são planetas, estrelas ou asteroides, mas pontos orbitais, no caso, os pontos de encontro entre a órbita da Lua ao redor da Terra e a órbita da Terra em torno do Sol. Os nodos são diametralmente opostos e formam um eixo: o Nodo Norte e o Nodo Sul. Por isso, todos nós temos os nodos em dois pontos no mapa natal. Por exemplo, quem tem o Nodo Norte a 18º de Leão, vai ter o Nodo Sul a 18º de Aquário.

O Nodo Sul é associado à memória ancestral, atávica, ao conteúdo inconsciente, ao conhecimento pregresso que se manifesta de forma intuitiva. É uma espécie de ponto de referência que norteia nosso comportamento nessa passagem pelo planetinha. Para aqueles que preferem uma abordagem mística, é o indicador cármico, a manifestação daquilo que trouxemos de outras vidas para ser trabalhado na encarnação atual, para que possamos dar continuidade à jornada do espírito.  

O Nodo Norte indica quais habilidades temos à nossa disposição e podemos explorar para resgatar esse conteúdo submerso na memória celular, e assim desenvolver nosso potencial, superando barreiras e condicionamentos em busca de crescimento pessoal. Trabalhando o potencial indicado pelo Nodo Norte, poderemos compreender o nosso destino e não apenas alcançar objetivos como prestígio social e sucesso profissional, como também o propósito máximo, a autorrealização.  

O eixo nodal representa uma polaridade e é um complemento muito útil para a interpretação do mapa porque é como uma ponte ligando o passado ao futuro. Para cruzá-la, há certos riscos. Ocorre que nós tendemos a privilegiar um em detrimento do outro, geralmente, nos apegamos ao que é indicado pelo Nodo Sul e relutamos em encarar o que é mostrado pelo Nodo Norte, cujo posicionamento realmente mostra o caminho, mas nós tentamos resistir e adiar indefinidamente a partida. Assim, nos apegamos, nos acomodamos e perpetuamos padrões de comportamento. E se não tomarmos as decisões e atitudes que deveríamos tomar no momento adequado, com certeza, o destino vai se encarregar de nos colocar em uma encruzilhada, ou talvez em um beco sem saída.          

Os Nodos já eram usados na época medieval e até hoje são muito utilizados, talvez mais pelos praticantes da astrologia tradicional. Na astrologia indiana os Nodos Norte e Sul são chamados respectivamente de Rahu e Ketu. Como são associados à interpretação mitológica dos eclipses, segundo a qual um dragão devora periodicamente o Sol e a Lua, também são chamados de Cabeça de Dragão e Cauda de Dragão, sendo que o Nodo Norte é a Cabeça e é representado por um símbolo que lembra um fone de ouvido,  , enquanto o Nodo Sul é a Cauda, representado pelo mesmo símbolo, mas invertido,, lembrando uma espécie de letra “U”. 

A chamada astrologia moderna recorre mais a uma abordagem psicológica, enquanto a interpretação da vertente da astrologia védica se baseia numa abordagem cármica,  o que fornece indícios de propensões naturais, tanto no caso de talentos latentes, quanto ao que se refere a debilidades, como tendência a desenvolver certas doenças. 

Os nodos se movimentam no sentido oposto ao dos planetas, ou seja, em movimento retrógrado. O eixo nodal fica aproximadamente 1 ano e meio em cada signo, levando cerca de 19 anos para dar uma volta completa no zodíaco. Assim, os Nodos voltam ao seu ponto original algumas vezes durante a nossa vida e seu retorno nos oferece uma chance de reavaliar nosso percurso e programar o novo ciclo.    



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