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Bjork - Uma Ilustríssima Escorpiana


Björk Guðmundsdóttir nasceu no dia 21 de novembro de 1965 em Reykjavik, na Islândia, ou Iceland, a terra do gelo. De personalidade forte e marcante, beleza exótica e com um trabalho sofisticado e inovador que está em transformação permanente, Bjork é uma das artistas contemporâneas mais talentosas e instigantes. Suas músicas, seus figurinos, shows, CDs e clipes causam tanta estranheza, quanto fascínio.

Ela tem o Sol, o Ascendente, a Lua e Netuno em Escorpião.  Ou seja, a moça é uma legítima representante escorpiana, e sua carreira, sua personalidade complexa e seu comportamento, algumas vezes, imprevisível, são compatíveis com as indicações de seu mapa.

Sua personalidade escorpiana fica evidente quando notamos que, apesar de seu prestígio mundial e de seus figurinos extravagantes, ela mantém uma postura reservada em relação à sua vida pessoal. A necessidade de manter a privacidade também é indicada pela Lua em Escorpião na casa 12, que indica ainda certa dificuldade em lidar com os sentimentos, o que pode provocar erupções emocionais, ocasionais, mas muito intensas. Além disso, ela tem Mercúrio, o planeta da comunicação, em aspecto tenso no mapa, e tem Marte, o planeta da guerra, em oposição à Júpiter, o que pode indicar tendência a explosões de agressividade.  E pelo menos em dois episódios ela já manifestou tais características. Em 1996 na Tailândia, agrediu com uma fúria insuspeitada uma repórter que se aproximou quando ela desembarcava com o filho, e em 2008, rasgou a camisa de um repórter na Nova Zelândia.

Ela nasceu numa família de hippies, uma das possibilidades indicadas no mapa, já que ela tem Peixes na casa 4. Também tem Plutão, que indica poder pessoal e de transformação, em conjunção com  Urano, que indica ideais coletivos e tendência à ação libertária e contestadora, em Virgem na casa 10, o que indica que tais características se manifestam sistematicamente em sua vida profissional, em sua missão social. De fato, embora se negue a ter qualquer relação direta com a política, Bjork é engajada e apoia alguns movimentos internacionais, como a libertação do Kosovo e do Tibete. Ela já teve um show cancelado e provocou constrangimentos entre as autoridades locais por suas declarações, como ocorreu na China, quando dedicou a música Declare Independence ao Tibet. Além disso, ela está sempre pesquisando novas sonoridades, novos instrumentos, novas linguagens, etc. Tal aspecto também apresenta efeitos colaterais, digamos assim. Em 1996 um fã enviou uma carta-bomba para a casa de Bjork antes de gravar toda s sua ação, inclusive o próprio suicídio. Felizmente, a carta-bomba foi interceptada pela polícia antes de chegar a seu destino.

 

Sua criatividade exacerbada e seus múltiplos talentos são indicados por Netuno no Ascendente e Vênus em Capricórnio em trigono com Urano e Plutão. Além disso, em seu mapa, Mercúrio está em Sagitário, que é regido por Júpiter, que por sua vez, está em Gêmeos, regido por Mercúrio. Tal configuração, que pode ser associada à ideia de universalidade, indica imaginação sem limites, uma forma de pensar e de se comunicar aberta, uma visão ampla das coisas, sede insaciável pelo que é novo e uma avidez pelo que está por vir. Indica também certa tendência à precocidade, o que parece ter se confirmado, já que seu primeiro disco foi gravado quando ela tinha 12 anos de idade.

Além de muitos prêmios na carreira musical, ela é uma atriz talentosíssima. Em 2000, dirigida pelo polêmico Lars Von Trier, Bjork fez seu primeiro e único longa-metragem que em português recebeu o título de Dançando no Escuro. Também compôs e interpretou a trilha sonora do filme, que é um drama denso sobre a triste vida de uma imigrante checa que é operária nos Estados Unidos e que está perdendo a visão.  Conta-se que 70% das cenas foram gravadas no primeiro take e que a relação dos dois foi bastante conflituosa. Ela ganhou o prêmio de melhor atriz no Festival de Cannes daquele ano, mas declarou que jamais voltará a filmar novamente.  O que é uma grande perda para o cinema.

A moça é realmente surpreendente e em 2006 chegou a ser eleita como a personalidade mais excêntrica do mundo numa pesquisa feita pela revista BBC. E talvez seja difícil para as pessoas entenderem que a artista e a mulher e mãe são pessoas diferentes. Uma parece forte e decidida, mas também doce, a outra se mostra frágil e retraída, mas é visceral, impulsiva e pode ser agressiva. Seja como for, Bjork é intensa, inquieta, corajosa e inventiva, mas também radical, introspectiva e arredia.

 

Uma das características no trabalho de Bjork é a busca incessante pelo belo e inusitado e sua marca pessoal é a mutabilidade. Em sua carreira, só a mudança tem sido constante. Apesar disso, seus trabalhos apresentam uma identidade criativa que a distingue e que pode ser percebida mesmo nos projetos mais improváveis, como a gravação em português de Travessia, de Milton Nascimento. Aliás, ela flerta com a música brasileira e declarou que Isobel foi inspirada em Elis Regina, a quem muito admira.

No carnaval, assistindo o trio elétrico em Salvador

 

Basta ouvir aleatoriamente alguns de seus cds e ver um ou outro de seus clipes para se perceber que ela é uma das mais interessantes artistas ocidentais, apesar de certo experimentalismo pouco palatável para a maioria. De fato, ela não faz concessões estéticas ou pessoais, e não poderíamos esperar isso de alguém com aspectos tão fortes e complexos no mapa. Nem todos gostam dela, mas poucos ficam indiferentes ao trabalho dessa ilustre escorpiana.


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