Planetas, ponteiros do relógio da História
Planetas não determinam o que acontece, apenas indicam, como se tudo estivesse em sincronicidade
A conjunção Saturno/Netuno se repete em signos diferentes mais ou menos a cada 36 anos. Podemos ter uma ideia do que vai acontecer agora, lembrando de alguns fatos que aconteceram quando os dois planetas se encontraram no passado.
Planetas são marcadores de ciclos
Os planetas em suas órbitas no firmamento não determinam o que acontece aqui na Terra, apenas indicam, como se tudo no universo estivesse em perfeita sincronicidade. São como os ponteiros de um relógio, que marcam as horas, mas não determinam a passagem do tempo.

Em junho de 2025 ocorreu o primeiro contato direto entre Saturno e Netuno, em Áries. Devido ao movimento retrógrado, a conjunção se desfez, mas vai se repetir agora, chegando à sua intensidade máxima no dia 14 de fevereiro. Como envolve planetas lentos, fica ativa por meses. 
É uma conjunção planetária que combina duas forças muito diferentes, quase antagônicas. Saturno é a realidade, a concretude, a disciplina, as estruturas já estabelecidas e os limites, enquanto Netuno é o imaterial, o ilusório, o que é nebuloso, a dissolução das fronteiras .
Na vida pessoal, tudo vai depender de que casa e quais planetas serão ativados pela conjunção no mapa de cada um. O que se pode dizer é que quem tem o Sol nos primeiros graus de Áries, Libra, Câncer ou Capricórnio deverá sentir os efeitos da interação energética dos 2 planetas com mais intensidade.
Os ciclos Saturno/Netuno
É um aspecto astrológico que se repete em signos e circunstâncias diferentes mais ou menos a cada 36 anos. Para termos uma ideia do que pode acontecer agora, vamos lembrar de alguns fatos que aconteceram quando estes dois planetas se encontraram no passado.
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Em 1917, quando Saturno e Netuno se encontraram em Leão, explodiu a Revolução Russa e os Estados Unidos e o Brasil entraram na 1ª Guerra Mundial. Também foi o ano da primeira greve geral no país, quando os trabalhadores de São Paulo cruzaram os braços durante 30 dias para reinvindicar fim do trabalho infantil e jornada de 8 horas, além de outras melhorias.
Durante o período de 1952/1953, quando a conjunção foi em Libra, ocorreram a Revolução que pôs fim à monarquia no Egito, o golpe no Irã que colocou no poder o Xá Reza Pahlavi, aliado dos Estados Unidos, e o golpe militar liderado por Fulgêncio Batista, que instaurou um regime ditatorial em Cuba.

O último encontro dos dois planetas foi a 10º de Capricórnio, no dia 9 de novembro de 1989, quando ocorreu a queda do muro de Berlin. Curiosamente, naquele dia Saturno e Netuno ficaram também em oposição exata a Júpiter em Câncer. O que ocorreu é a perfeita interpretação desta configuração astrológica. O limite desapareceu e foi restabelecida a justiça, reivindicada pelo povo.
Em 2026, as circunstâncias políticas e astrológicas justificam certa preocupação. Os dois vão somar suas forças em Áries, signo das disputas, regido por Marte, senhor da guerra. Além disso, temos outros planetas mudando de signo e indicando um período desafiador, para usar uma palavra branda.
Como se não bastasse, o cenário internacinal atingiu um ponto de máxima tensão, com episódios inimagináveis pouco tempo atrás, provocados principalmente pelos Estados Unidos, que parece se contorcer para tentar manter sua hegemonia mundial.
Há quem acredite que, como aconteceu por exemplo na 1ª Guerra Mundial (*), um evento aleatório possa dar início a uma série de conflitos, levando o mundo a uma escalada de violência cujas consequências é impossível prever, mas que certamente serão nefastas. Só nos resta torcer para que prevaleça o bom senso.
(*) A Primeira Guerra Mundial teve como causa a combinação de vários fatores:
- Atritos entre potências europeias gerados pela disputa por colônias e recursos na África e na Ásia.
- Nacionalismo Exacerbado.
- Política de alianças e corrida armamentista.
Contudo, o que deflagrou o conflito foi o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando em Sarajevo, evento marcado pelo acaso: o motorista do arquiduque errou o caminho e parou o carro em frente a um dos conspiradores, que havia desistido da missão e estava lanchando.











