Poder e sexo: o caso que pode abalar o governo Trump
O caso Epstein tem potencial para abalar a presidência da maior potência do mundo?
"Conheço Jeff há 15 anos. Cara fantástico. Ele gosta de mulheres bonitas tanto quanto eu, e muitas delas são bem jovens." Imagens comprometedores desgastam a imagem de Trump perante seu eleitorado, predominantemente conservador.Jeffrey Epstein nasceu às 6h15 do dia 20 de janeiro de 1953, no Brooklyn, em Nova York. É de Aquário com ascendente em Capricórnio e Lua em Áries. Provavelmente, um astrólogo não conseguiria prever uma história marcada por tantas reviravoltas, mas em perspectiva sua trajetória é compatível com a configuração do seu mapa.

Embora nunca tenha se formado, deu aulas de matemática e física em uma escola particular da década de 1970. Segundo consta, foi o pai de um de seus alunos, percebendo que ele era muito bom com números e cálculos, que o indicou para o sócio de um banco de investimento em Wall Street. Começava ali um carrira meteórica. Em menos de 5 anos, ele abriu seu próprio negócio, que obteve sucesso imediato e passou a administrar ativos de de clientes na ordem de 1 bilhão de dólares.
Seu ascendente em Capricórnio lhe confere uma forte ambição e Urano em trigono com Vênus conjunção Marte indica a ajuda de amigos ou grupos nas questões financeiras. Aliás, no seu mapa, há outras indicações que ajudam a explicar como um sujeito classe média se tornou tão rico. Vênus está muito bem colocado, na casa 2, do dinheiro, exaltado em Peixes e em sextil com Júpiter e Mercúrio. Também é uma indicação de ganhar dinheiro com assuntos relacionados às financãs e ao sexo.
Logo, Epstein começou a ostentar e a gastar sua fortuna. O seu patrímônio incluía um rancho no Novo México, uma mansão na Flórida e outra em Manhattan, que era uma das maiores do distrito, onde ele tinha uma vida social intensa e recebia clientes, celebridades, artistas e políticos.
Ele era do mercado financeiro, homem influente, tinha muitos negócios, quase comprou a revista New Yorker, doou 30 milhões de dólares para a Universidade de Harvard, então era natural que tivesse amigos e contatos poderosos, como o ex-presidente Bill Clinton e o ator Kevin Spacey, a quem chegou a dar uma carona em seu avião particular em uma viagem à Africa.
Sua derrocada começou em 2005, quando os pais de uma menina de 14 anos o acusaram de ter abusado sexualmente da filha. Em uma busca policial em sua casa em Palm Beach, a polícia encontrou fotos de muitas outras meninas. Mais de 50 mulheres fizeram a mesma acusação. Em uma reportagem de 2007, um o colunista Michae Wolff contou que Epstein havia lhe dito: “O que posso dizer? Eu gosto de garotas jovens.” Ao que ele respondeu: “Talvez você devesse dizer: 'Eu gosto de mulheres jovens'."

Resumidamente, Epstein respondeu a vários processos, fez acordo com a promotoria, ficou preso 13 meses, foi solto, mas foi preso novamente em 2019 acusado de tráfico sexual. Ficou aguardando o julgamento que seria realizado no ano seguinte, o que nunca aconteceu. Ele foi encontrado morto e a causa da morte teria sido suicídio por enforcamento. Pelas circunstâncias, sua morte gerou muita especulação e o que se diz é que, no mínimo, houve falha na segurança.
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Muitos nomes apareceram no processo, o que não implica em culpa de nenhum deles, mas alguns pagaram e continuam pagando um preço alto por ter tido algum tipo de contato com o homem que constou da lista de criminosos sexuais de nível três de Nova York, o que indicava alto risco de reincidência. Como é o caso do Príncipe Andrew, que foi fotografado no Central Park de Nova York com Epstein em 2010.
Em 2019, em uma entrevista, Andrew alegou que tinha ido até lá para romper a amizade e que se arrependia de ter ficado na casa de Epstein durante sua estada na cidade. Uma das acusadoras de Epstein afirmou ter sido forçada a fazer sexo com Andrew no início dos anos 2000, quando tinha 17 anos.
O herdeiro da família real britânica negou categoricamente, mas em 2022 pagou milhões à mulher para encerrar o processo. Além disso, segundo se soube, Andrew manteve contato com Epstein por um período mais longo do que admitira, o que gerou mais polêmica e, recentemente, lhe custou a cassação de seus títulos reais.

Outro que tenta se desvencilhar das relações que mantinha com Epstein é o presidente Trump, que alega ter rompido com o financista em 2000, anos antes da sua primeira prisão de Epstein. Ele sempre negou qualquer envolvimento com os casos de assédio ou abuso de menores. O fato é que alguns fatos nebulosos, fotos e vídeos que colocam Trump numa situação incômoda e desgastam sua imagem perante seu eleitorado, predominantemente conservador.
"Conheço Jeff há 15 anos. Um cara fantástico. É muito divertido estar com ele. Dizem até que ele gosta de mulheres bonitas tanto quanto eu, e muitas delas são bem jovens." Donald Trump em 2002
Curiosamente, o que está sendo chamado de caso Epstein e tem potencial para abalar a presidência da maior potência do mundo, volta à mídia quando Saturno e Netuno fazem conjunção, aspecto planetário que acontece mais ou menos a cada 36 anos e que aconteceu em 1953, ano de nascimento de Epstein. Já comentamos em outros textos sobre os eventos sincrônicos a esta conjunção ao longo da história, mas só para lembrar:
- em 1917 ocorreu a Revolução Soviética.
- em 1953, morreu Stalin, dando início a um período de incertezas no bloco soviético.
- em 1989, caiu o Muro de Berlin
- em 2026, veremos...











