23/022012

Astrologia - Modo de usar

Quando se fala em astrologia, é comum a controvérsia entre os que dizem acreditar e os que duvidam. Há os que julgam o assunto com ceticismo ou desdém. Algumas pessoas atribuem ao astrólogo algum tipo de poder que ele está longe de possuir. Todos têm opinião, e logo saem em defesa de suas mini-certezas, mas poucos dedicam ao tema a atenção necessária. Se o fizessem, perceberiam que não se trata de acreditar ou não. Muitas vezes, a crença nada mais faz além de turvar a visão, tanto dos portadores de hipocondria esotérica, quanto dos céticos a priori. Trata-se de um tema que requer estudo e observação.

O homem tem observado a relação entre o movimento cíclico dos astros no firmamento e o que acontece na terra há milênios. Essa relação é o objeto de estudo da astrologia. Em todas as épocas  e em todos os lugares do globo, mentes curiosas e privilegiadas se ocuparam do estudo da astrologia: homens primitivos, sábios chineses, pensadores gregos, estudiosos árabes, nobres europeus, sacerdotes maias. De Ptolomeu a Jung, de São Tomás de Aquino a Fernando Pessoa.

Sistema Solar Ovo

A origem da astrologia não é precisa. Remonta ao tempo em que o homem primitivo percebe que o surgimento do sol vem acompanhado de luz e calor. Desde então, a humanidade passou a se orientar pelos astros e a somar conhecimentos. A vertente simbólica destes conhecimentos viria a constituir as bases da Astrologia, enquanto o aspecto científico constituiria, mais tarde, a Astronomia. Durante muito tempo estas duas vertentes foram indissociáveis.

Há registros que indicam atividades astrológicas na antiguidade na Babilônia, na Índia, na China, e até no Brasil. Inscrições rupestres representando constelações indicam que os índios brasileiros praticavam alguma forma de astrologia. Estima-se que as  inscrições da Pedra do Ingá na Paraíba tenham sido feitas por volta de 2100 A.C. Mas foram os gregos no ano 70 A.C. que fizeram o primeiro mapa individual baseado na hora exata do nascimento, estabelecendo o uso do ascendente.

Mais de dois mil anos depois, o homem continua fascinado pelos astros, observando, estudando e tentando entender as correspondências entre suas órbitas na imensidão e a vida aqui na terra. Através dos séculos, estudiosos desenvolveram muitas teorias na tentativa de explicar o fenômeno astrológico. Essas teorias se dividem basicamente em dois tipos: Causal e Harmônica. A Teoria Causal postula que tudo o que acontece na terra tem origem nos astros e em seus movimentos, e se baseia em sua ação gravitacional e magnética. A Teoria Harmônica supõe que o destino humano está sincronizado com tudo o que ocorre no universo e atribui a dinâmica da nossa vida a uma coincidência significativa temporal não-causal, com a interferência do livre-arbítrio de cada um, o que nos parece aceitável. Não compartilhamos com aqueles que acreditam na influência direta dos astros, através de uma ação gravitacional ou o que o valha. A ideia parece limitar a compreensão de um processo cuja complexidade ainda não podemos conceber. Talvez jamais possamos. Também temos de conhecer  sua abrangência e seus limites. Sim, por que ao contário do que muitos acreditam, a astrologia não pode abranger e explicar tudo. A morte por exemplo é uma questão polêmica entre os astrólogos, mas isso é tema para outro artigo. O fato é que não sabemos com certeza como a astrologia funciona, apénas sabemos que funciona, mas deve ser usada com moderação.   

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