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O universo é espantoso

Coisas que dão um nó no cérebro da gente.

O que os novos e potentes telescópios captam talvez já nem exista. O que vemos, o que é revelado pela luz que chega dos confins é o passado, representa o que era o universo há milhões ou bilhões de anos, como uma espécie de projeção de um filme

O universo é tão vasto que os astrônomos criaram medidas especiais, como a Unidade Astronômica, que corresponde à distância entre o Sol e a Terra, perto de 150 milhões de quilômetros, e o Ano-luz que corresponde à distância percorrida pela luz em um ano, cerca de 9 trilhões e meio de quilômetros.

Agora, pense. Se você pudesse se locomover à velocidade da luz, poderia dar 7 voltas ao redor da Terra em um segundo, ou ir e voltar 75 vezes de São Paulo a Salvador. Isso mesmo, em um segundo, o tempo que você levou para ler o título deste texto.  

Mas mesmo viajando à vertiginosa velocidade de 300 mil quilômetros por segundo, a dadivosa luz do Sol leva 8 minutos para chegar à Terra, já que o Astro-rei está a cerca de 150 milhões de quilômetros do nosso planeta. Não parece tão longe quando comparamos com a distância que nos separa de Próxima Centauri.

A estrela mais próxima depois do Sol está a uns quarenta trilhões de quilômetros e sua luz leva 4 anos para chegar até nós. Já Earendel fica tão longe que não seria viável escrever um número que representasse a distância que nos separa dessa estrela.

Os cientistas acreditam que sua luz levou pelo menos 13 bilhões de anos para chegar à Terra. Agora tente fazer a conta: 9 trilhões de quilômetros por ano x 13 bilhões de anos. É, como disse Carl Sagan: “Se não existe vida fora da Terra, o universo é um grande desperdício de espaço”. 

Há outras coisas que também exigem flexibilidade mental para que sejam aceitas, embora talvez não sejam totalmente compreendidas. O que os novos e potentes telescópios captam talvez já nem exista. O que vemos, o que é revelado pela luz que chega dos confins é o passado, representa o que era o universo há milhões ou bilhões de anos, como uma espécie de projeção de um filme antigo. Outra ideia difícil de processar é o espaço-tempo como um sistema de coordenadas, ou uma espécie de malha que pode ser curvada ou distorcida pela gravidade, pelo peso dos corpos celestes.

Foi Einstein que chegou à ideia do tempo relativo: quanto maior a velocidade, mais lento o tempo, ideia já usada em roteiros de filmes de ficção científica que mostram o viajante espacial voltando para a Terra, ainda jovem, enquanto as pessoas que ele conhecia envelheceram ou estão mortas.

Na vida real, altas velocidades representam um grande obstáculo para as viagens interplanetárias. Depois de chegar à Lua, lançamos duas sondas Voyager não tripuladas, que surpreenderam, foram os primeiros artefatos humanos a deixar o sistema solar e estão ativas até hoje, viajando a cerca de 65 mil km/h. Um grande feito, sem dúvida, mas para viajar pelo espaço vamos ter que desenvolver outras tecnologias, como os “buracos de minhoca”, túneis conectando dois pontos no espaço, ainda apenas teoria e especulação matemática.   

Por ora, continuamos aqui, vivendo sob a falsa impressão de estabilidade, praticamente sem nos dar conta que tudo está em constante movimento, inclusive nosso planeta. A Terra gira em torno de seu eixo a 1600 quilômetros por hora, orbita o Sol a mais de 100 mil quilômetros por hora e o centro da nossa galáxia, a Via Láctea, a 850 mil quilômetros.

A astrologia, que no passado não se diferenciava da astronomia, nos ensina a olhar para o céu, a contemplar a beleza insondável do universo ao mesmo tempo que tentamos entender a correspondência entre a dinâmica cósmica e a nossa efêmera vida aqui no planeta, como eternos aprendizes e voyeurs da criação divina.



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