Bad Bunny, o pisciano que derrubou o muro da segregação

Um show de resistência e fraternidade no Super Bowl

A apresentação de Bad Bunny no Super Bowl transcendeu o entretenimento. Foi um verdadeiro manifesto que reafirmou que o amor é mais forte que o ódio e que a identidade latina é um dos pilares que sustentam a união global.
Bad Bunny, o pisciano que derrubou o muro da segregação

Apesar de Bad Bunny ter sido o artista mais ouvido do mundo no Spotify em 2025, com 19,8 bilhões de reproduções, é provável que muita gente não o conhecesse até sua recente apresentação no intervalo do Super Bowl, o maior espetáculo midiático do planeta, por onde já passaram Michael Jackson, Shakira e Rihanna.

Números e recordes

•    Foi o artista mais ouvido no Spotify no mundo por quatro anos, em 2020, 2021, 2022 e 2025.
•    Seu álbum YHLQMDLG, de 2020 tornou-se um dos mais ouvidos, e ele foi o primeiro artista de língua espanhola a encabeçar o festival Coachella de 2023. 
•    Em 2026, seu álbum Debí Tirar Más Fotos ganhou o Grammy de Álbum do Ano, sendo o primeiro álbum em espanhol a vencer esta categoria. 
•    Sua apresentação no Super Bowl em 2026, quando exaltou a união de todos os povos as Américas, repercutiu no mundo todo e desagradou setores conservadores, em especial, o presidente dos Estados Unidos 
 

Seu nome de batismo é Benito Antonio Martínez Ocasio e Bad Bunny vem de uma foto que ele tirou ainda criança, na qual aparece irritado, usando uma fantasia de coelho. Ele conta que adotou Bad Bunny porque o apelido é de fácil memorização e remete à dualidade de sua personalidade, que oscila entre bom e mau.

Se você procurar na internet vai encontrar o mapa de Bad Bunny feito para o meio-dia ou para zero grau de Áries, recurso que os astrólogos usam quando não sabem o horário de nascimento da pessoa, o que limita as possibilidades de interpretação do mapa.

Felizmente, o que sabemos permite que se trace um perfil de sua personalidade. Como nasceu em 10 de março de 1994, em San Juan, Porto Rico,  ele é de Peixes, aliás, signo predominante em seu mapa, o que lhe confere extrema sensibilidade e uma espécie de antena que o conecta ao seu público e ao seu povo. Em suas letras, ele aborda questões sociais e temas políticos de seu país.

Sol em Peixes 
Lua em Peixes
Mercúrio em Aquário 
Vênus em Áries 
Marte em Peixes 
Júpiter em Escorpião 
Saturno em Peixes 
Urano em Capricórnio 
Netuno em Capricórnio 
Plutão em Escorpião 

De origem humilde, seu pai era caminhoneiro e sua mãe era professora, começou cantando no coral da igreja e trabalhou como empacotador em um supermercado antes de se tornar um dos maiores fenômenos da música global, cantando apenas em espanhol, como Shakira e J Balvin.

Além do Sol, sua Lua também está em Peixes, o que reforça seu lado fraternal e amoroso, como fica evidente por um dos motes de sua apresentação:  

"A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor" 

Contudo, é um posicionamento que indica também necessidade de se preservar, sem se expor emocionalmente, o que revelaria suas fragilidades. Ele é extremamente zeloso com sua privacidade e já declarou que proteger sua vida pessoal é a única coisa que resta a uma pessoa tão famosa.

Além de Sol e Lua, ele tem Marte e Saturno em Peixes, o que é conpatível com sua capacidade de transitar por vários estilos, como hip hop, trap, reggaeton, rock, pop e soul, além da fusão de ritmos tradicionais, como a salsa e o merengue. Ele também é produtor e já marcou presença na tv e no cinema, em filmes e séries, como Narcos e Velozes e Furiosos.  

Ele tem Vênus em Áries, em trigono com Plutão, o que indica uma arte combativa, mas um dos aspectos planetários mais auspiciosos do seu mapa é o trigono entre signos de elemento Água, ligando o Sol em Peixes a Júpiter em Câncer, o que intensifica sua faceta visionária e lhe confere empatia, forte senso de justiça e até certo idealismo.

"Juntos, somos a América"

Em sua recente apresentação no Super Bowl, Bad Bunny resgatou o orgulho de ser latino, ao mesmo que tempo que pregou a união entre os povos, o que serviu como estímulo para a luta contra a segregação nos Estados Unidos e no mundo, mas provocou a ira de Donald Trump, que fez as seguintes declarações. 

"uma das piores apresentações de todos os tempos".
“ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo".
"afronta à grandeza da América"

Pior para ele, que ainda não entendeu o poder agregador da arte.



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